PRIVATARIA NUNCA MAIS


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Posted in Uncategorized por Cruzzeli Investigações Anônimas em 24/08/2013

Meu nome é Nazélia Pereira da Cruz,sou professora da SEE/DF desde 1990 filiada ao Sinpro/DF desde então com muito orgulho que por sua vez é filiado a CUT. Sou neta  e filha de goianos trabalhadores da terra de Cabeceiras, cidade no interior de Goiás  cuja a distancia de Brasilia é de cerca de 1 horas e 30 minutos .

 

Minha familia chegou aqui, a Brasilia em 1961 e ajudou a fundar a nova capital. Em 1965, no ano da morte do meu  avô, Dionísio Martins de Godói ,  eu nasci. Tenho um vinculo muito forte com ele por conta disso. Tenho nele e em minha mãe a minha referencia, primeiro moral, segundo politica de como viver uma vida simples, apenas vivendo com o necessário.

Nada além disso.

Meu avô doou parte de suas terras para fundar o que é   hoje o município de Cabeceiras. Ele era uma analfabeto vejam só, um completo analfabeto que quando perguntado por que doou seus bens para os seus conterrâneos ele venho com uma resposta de sábio:

– Minhas terras valerão mais se esse povoado for município, então estou sendo inteligente e não generoso.

É gente, as pessoas generosas normalmente são muito inteligentes.

Minha mãe,   Raymunda Martins da Cruz está muito doente . Soube nesse domingo do resultado de um exame que ela fez no dia 05 de agosto que seu intestino tem uma anomalia ( megacolon) que pode ser resultado da infecção do verme Typanossoma Cruzi .

P.S. Quem não sabe que verme é esse. É o verme que desenvolve a doença de Chagas. Tive que aos 12 anos já saber o nome do bichinho que matou meu avô e fez meu pai tirar pedaço do seu esôfago aos 28 anos. Minha mãe sabe que tem esse verme há mais de 30 anos quando foi submetida ao teste chamado Machado Guerreiro. Tive que aprender sobre a doença que provavelmente eu também irie desenvolver, afinal se sabe que mãe pode passar para os filhos.  

Há pessoas que tem o verme e não desenvolvem a doença, minha avó não desenvolveu, mas para minha tristeza, angustia e horror, parece que a mesma sorte minha mãe não teve.  Para piorar ela sofre  de  um distúrbio de comportamento que é conhecida por sindrome do panico. Pelo que tudo indica foi por causa de um  trauma de criança.  Minha mãe tinha lá seus  8 ou 12 anos e encontrou seu irmão caçula, meu tio, desacordado por um trauma e ela  achou que ele havia morrido.

Minha ligação com  minha mãe é tão forte que aos 38 anos eu também desenvolvi a mesma sindrome também por trauma de criança. dessa vez fui eu que encontrei minha mãe desacordada , eu tinha uns 5 anos e achei que ela estivesse morta. Minha mãe tinha sofrido uma agressão e ficou desacordada por alguns minutos e para uma criança de 5 anos,  10 minutos parecia  uma eternidade, tive medo de perder minha mãe e até hoje me lembro disso.  Na ocasião eu tirei de letra, não sabia que aquele trauma poderia ter esse efeito retardado. Aos 40 anos tive um pequeno trauma emocional  e o gatilho da sindrome foi acordado.

Esse distúrbio não é nada demais, dá para viver muito bem com isso sem tomar um único medicamento . Ele começa com  uma pequena depressão acompanhada de  insonia que  evolui para  enxaqueca cronica. De repente a enxaqueca some  ai você se vê por anos em paz até ter outro quadro que é o disparo do coração durante o sono e enjoo ao sair de casa.  A gente acorda literalmente achando que está tendo um ataque do coração e seu corpo lhe impede de até ir a porta da rua por dias . Ao contrário da minha mãe eu evolui para não uso telefone e  abertura de correspondências. Não atendo telefone de ninguém só da minha mãe e correspondência registrada ou não eu levo pelo menos 3 dias para abrir, eu sempre acho que é noticia ruim.

Enfim, estou dizendo tudo isso, e até o dizer  isso, vai  sim piorar minha sindrome que está desde março muito atacada, pois o momento judicial exigi. Até colocar meu nome completo e verdadeiro é algo que me recusava a fazer há anos. O nome fantasia é meu escudo de proteção para não piorar meu mal. Se faço agora é por achar que devo me levantar em favor dos sofredores da AP 470.

Tenho recolhido forças para fazer o que devo fazer lá no STF. Sou professora e nos professores temos que romper o muro das escolas e ir para o mundo real onde a injustiça ainda reina. Quando daqui a uns anos vierem nos perguntar:

– Professora, onde a senhora estava quando a injustiça a dois herois nacionais e aos vitimados pela AP 470?

Eu posso no futuro responder:

– Eu não me calei, eu fiz o que achava ser justo fazer eu gritei

Por ora, minha singela homenagem..

Genuino do povo brasileiro

Dirceu do povo brasileiro

Barbosa da Capital do mato

 

 

P.S 2. Vou ficar  recolhida por alguns dias lambendo minhas feridas, só sairei em favor do Dirceu , Genuido e cia, em favor do SUS, em favor das reformas e mais adiante em favor da memoria de meu avô. O prefeito atual de Cabeceiras escondeu o busto do meu avô que estava na praça central em algum lugar, olha que cara de pau! O ministério das cidades e da Marta Suplicy terão minha visita depois que  essa  palhaçada no STF acabar .

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